Teatro
Centro Cultural Banco do Brasil apresenta
PIEDADE
ESPETÁCULO TEATRAL SOBRE O TRIÂNGULO AMOROSO QUE RESULTOU NA MORTE DE EUCLIDES DA CUNHA.
TEMPORADA DE 5 DE FEVEREIRO A 21 DE MARÇO.
Em 2010, o Centro Cultural Banco do Brasil abre sua programação teatral com o espetáculo Piedade, com a Cia. Bendita Trupe. Piedade apresenta um encontro póstumo em que se defrontam as três figuras centrais do crime ocorrido em 1909 e conhecido como "A Tragédia da Piedade": Euclides da Cunha, escritor de Os Sertões, que busca vingar sua honra indo armado de encontro ao amante de sua esposa; Anna da Cunha, que mesmo após o escândalo da traição e da morte de Euclides casa-se com seu amante; e Dilermando de Assis, o jovem campeão de tiro que mata Euclides em legítima defesa, passando a ser permanentemente atacado pela opinião pública.
Piedade estreia em 4 de fevereiro para convidados no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo e segue temporada até 21 de março. A montagem comemora os 10 anos da Cia. Bendita Trupe, parceria entre a diretora Johana Albuquerque e a atriz Jacqueline Obrigon. A dupla convidou o dramaturgo Antônio Rogério Toscano para escrever o texto e os atores Leopoldo Pacheco (como o brilhante e atormentado Euclides) e Daniel Alvim (o garboso e apaixonado Dilermando) para, junto com Jacqueline (a forte e pioneira Anna), integrarem o elenco deste projeto. O espetáculo dá continuidade às comemorações dos 100 anos da morte de Euclides da Cunha (20/1/1866-15/8/1909), um dos pilares da literatura brasileira.
Para Marcelo Mendonça, diretor do CCBB São Paulo, “Piedade, além de homenagear o autor de uma das mais importantes obras da literatura nacional, é uma oportunidade do público poder refletir e construir um novo olhar sobre o importante episódio que sensibilizou a sociedade à época e está representado nesta montagem atual feita pela direção e elenco da peça.”
A montagem foi concebida pela diretora Johana Albuquerque que coordena o trabalho da equipe: o cenógrafo Marcelo Larrea, a figurinista Marina Reis, a iluminadora Lucia Chedieck e o compositor Pedro Birenbaum. A direção de produção é da Cia. Bendita Trupe, com patrocínio do Banco do Brasil e realização do Centro Cultural Banco do Brasil.
O Espetáculo, por Johana Albuquerque
Em Piedade, Euclides, Anna e Dilermando são colocados frente a frente depois da morte, revivendo e reconversando sobre os fatos acontecidos, num colóquio em que cada um tem a chance de dizer aquilo que nunca foi dito, na tentativa de reconstruir sua imagem diante do outro. Mais do que um julgamento póstumo, trata-se de uma possibilidade de redenção: um resgate ao passado que, através da exposição das diferenças e desavenças, traz um novo olhar sobre os personagens, esclarecendo as razões de terem deixado os acontecimentos ganharem a dimensão do inexorável.
Flashes de cenas, depoimentos, memórias, fragmentos de cartas, diários, diálogos e triálogos vão trazendo a tona os fatos e sentimentos que sucederam, culminaram e antecederam o famoso crime.
Euclides da Cunha, Anna da Cunha, posteriormente, de Assis, e Dilermando de Assis foram vítimas da hipocrisia, mediocridade e conservadorismo que determinava as relações afetivas do começo do século XX. Sexo, paixão e morte estão presentes em quaisquer vidas e a qualquer momento podem desviar os rumos sociais para uma situação inóspita e irrevogável. Hoje, a Tragédia da Piedade merece ser revisitada em sua totalidade com um olhar renovado da modernidade, mostrando que aquele famigerado incidente poderia ocorrer com qualquer um.
Piedade é um espetáculo que não julga, mas apresenta os elementos para que a plateia, atue, um século adiante, como júri e cúmplice desta fatalidade, publicamente conhecida como "Tragédia da Piedade”.
Cenografia, Figurinos, Música e Iluminação - A cenografia de Marcelo Larrea sugere um relevo topográfico, uma cartografia abstrata com ranhuras, gretas e fendas - ambiência orgânica e árida - como se o trabalho obsessivo de Euclides da Cunha em registrar e mapear territórios do sertão se expandisse para o espaço do privado. Os figurinos de Marina Reis sugerem um corte realista, trazendo os ares dos primórdios da República, importante contexto da história ocorrida no começo do século XX, mas com um tratamento corroído, como se o tempo devastado resultasse em oxidação e ferrugem. A música de Pedro Birenbaum climatiza essas imagens, criando uma paisagem sonora celeste e etérea e, paralelamente, densa e florestal. A iluminação de Lúcia Chedieck colabora para o desenho de um jogo demarcado, que setoriza a movimentação dos atores, criando uma ilusão de espelhamento em que os casais se cruzam, reforçando a situação triangular e revelando a interdependência entre os três personagens.
Sinopse Sugerida - Piedade simula um hipotético encontro póstumo em que se defrontam as três figuras centrais do crime ocorrido em 1909, que levou a morte Euclides da Cunha (interpretado por Leopoldo Pacheco), o grande escritor de Os Sertões, pelas mãos do amante, Dilermando de Assis (Daniel Alvim), de sua esposa, Anna da Cunha (Jacqueline Obrigon).
O Dramaturgo Antônio Rogério Toscano é dramaturgo e diretor teatral. Seus espetáculos, vinculados ao trabalho coletivo de grupos, caracterizam-se por processos de colaboração criativa, como nos recentes O Pássaro Azul (com a Cia Levante) e Encruzilhados - Entre a Barbárie e o Sonho (dirigido por Tiche Vianna). Em sua trajetória, produziu dramaturgias para mais de 30 peças e recebeu prêmios por diversas. Recentemente, teve seu texto de Os Meninos e as Pedras premiado com o Femsa/Coca-Cola de Dramaturgia, assim como o APCA de Melhor Espetáculo. Com Graduação e Mestrado obtido na Unicamp, atualmente desenvolve pesquisa de doutorado sobre Dramaturgia Contemporânea. É professor de Teoria Teatral na Escola Livre de Teatro de Santo André, na EAD/USP e na PUC (Artes do Corpo).
A Diretora Johana Albuquerque é formada pela CAL – RJ. Bacharel em direção teatral pela ECA-USP e mestre pela UNI-RIO, atualmente é doutoranda pela ECA – USP. Desenvolve um trabalho de encenação voltado para jovens autores contemporâneos brasileiros. Tem como linha de pesquisa a criação de espetáculos em processo colaborativo, baseada em fontes documentais; linguagem cômica e crítica voltada aos problemas endêmicos do Brasil contemporâneo. Dirige a Cia. Bendita Trupe, que criou, entre outros, Os Collegas, uma tragicomédia documental sobre a era Collor, Miserê Bandalha - um estudo sobre Cidadania Ultrajada e Marginalidade, Assembléia dos Bichos, premiado infantil de Cláudia Vasconcellos; Estrada, de Cláudia Vasconcellos e O Tesouro de Balacobaco, de Cláudia Vasconcellos, o Grande Prêmio da Crítica APCA 2007. Em 2009, encenou seu primeiro espetáculo para jovens, Espiral do Tempo, que ficou em cartaz durante o segundo semestre no Teatro do SESI Paulista. Johana é pesquisadora teatral e foi a proponente e coordenadora, hoje consultora, da Enciclopédia de Teatro Brasileiro do Itaú Cultural.
Ficha Técnica: Patrocínio: Banco do Brasil / Realização: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo / Texto: Antônio Rogério Toscano / Direção Geral: Johana Albuquerque / Elenco: Leopoldo Pacheco, Jacqueline Obrigon e Daniel Alvim / Cenário: Marcelo Larrea / Figurinos: Marina Reis / Iluminação: Lucia Chedieck / Trilha Sonora: Pedro Birenbaum / Fotos: Maria Clara Diniz / Designer gráfico: Cláudio Queiroz / Produção Executiva: Stella Marini / Gerência de Produção: José Maria Pereira Jr / Direção de Produção: Cia. Bendita Trupe (Johana Albuquerque e Jacqueline Obrigon)
PIEDADE - Serviço
Estreia: 4 de fevereiro de 2010, quinta-feira, às 19h30 (apenas para convidados). Temporada: de 5 de fevereiro a 21 de março. Horário: Quarta a sábado, às 19h30, e domingo, às 18h Local: Teatro do CCBB (125 lugares) Duração: 70 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos Ingresso: R$15,00 e R$7,00 (meia-entrada para estudantes, professores, correntistas do Banco do Brasil e maiores de 60 anos) Horário da bilheteria: de terça a domingo, das 10h às 20h. Informações: (11) 3113-3651 ou 3113-3652 Ingresso antecipado: www.ingressorapido.com.br / (11) 4003-1212 Centro Cultural Banco do Brasil – São PauloR. Álvares Penteado, 112, Centro Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô 11 3113 3651 / 11 3113 3652 www.twitter.com/ccbb_sp Acessos - Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé. Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Cafeteria Cafezal
Estacionamentos - Opções de estacionamentos particulares na Rua Boa Vista, Rua Senador Feijó e Rua Libero Badaró. Confirmar dias e horários de funcionamento.
Estacionamentos Conveniados
Jockey Club – Rua Boa Vista, 280 (R$ 10,00 pelo período de 4 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB). Informações: (11) 3241-5433
Estapar Estacionamentos Rua da Consolação, 228 (Edifícos Zarvos) (R$ 10,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB). Informações: (11) 3256-8935
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